Índice de Barthel
Avaliação da Capacidade Funcional em AVDs
Resultado
Veja a interpretação completa no quadro abaixo
Interpretação
O Índice de Barthel é uma das escalas mais utilizadas mundialmente para avaliar a capacidade funcional e independência nas atividades de vida diária (AVDs). Desenvolvido por Mahoney e Barthel em 1965, é amplamente aplicado em ambientes hospitalares, reabilitação e cuidados de longo prazo, sendo amplamente utilizado por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais no acompanhamento da evolução funcional dos pacientes.
| Pontuação | Grau de Dependência | Interpretação Clínica |
|---|---|---|
| 0–20 | Dependência total | Necessita assistência em todas as AVDs |
| 21–60 | Dependência severa | Necessita assistência importante na maioria das AVDs |
| 61–90 | Dependência moderada | Necessita assistência em algumas AVDs |
| 91–99 | Dependência leve | Necessita assistência mínima |
| 100 | Independente | Totalmente independente (não significa que não use dispositivos) |
A versão Modificada (Shah et al., 1989) usa as mesmas 5 faixas de dependência acima — o que muda é apenas a pontuação de cada item, avaliada em 5 níveis em vez de 2–4.
Aplicações Clínicas
O Índice de Barthel é amplamente utilizado para:
Monitorar a evolução funcional durante a reabilitação, estabelecer metas terapêuticas individualizadas, avaliar a eficácia de intervenções terapêuticas, auxiliar no planejamento de alta hospitalar, determinar necessidades de cuidados e assistência, predizer prognóstico funcional, e documentar a capacidade funcional para fins de comunicação multiprofissional.
Importante: O Índice de Barthel avalia o que o paciente FAZ (desempenho real), e não o que é CAPAZ de fazer (capacidade teórica). A pontuação deve refletir a assistência realmente necessária, não a que é fornecida. Pacientes que recusam realizar uma atividade devem ser pontuados como se precisassem de assistência total. A avaliação deve ser baseada na observação direta sempre que possível. Considera-se independente o uso de dispositivos auxiliares (bengala, andador, órteses), desde que o paciente os utilize sem supervisão ou assistência física.
Referências
- 1. Mahoney FI, Barthel DW. "Functional evaluation: The Barthel Index." Md State Med J. 1965;14:61–65. PubMed ↗
- 2. Quinn TJ, Langhorne P, Stott DJ. "Barthel index for stroke trials: development, properties, and application." Stroke. 2011;42(4):1146–1151. PubMed ↗
- 3. Shah S, Vanclay F, Cooper B. "Improving the sensitivity of the Barthel Index for stroke rehabilitation." J Clin Epidemiol. 1989;42(8):703–709. PubMed ↗